
O relógio consome os últimos segundos de um ano…
Gastam-se as forças junto com o tempo que escoa…
Nos corações dos poetas cresce uma nova esperança…
Só eles conhecem a beleza das palavras que os dedos tecem…
Num último contorcer …
Num último gemido…
Num último grito da alma…
Ei-lo aqui… o derradeiro soluço do ano…
Gemido de quem cala dor…
E murmura amor…
E canta o amor…
Como quem faz amor…
E os ponteiros esticam-se
Na ânsia insana
De tocar um futuro que nunca se faz presente…
Porque o hoje…
Quase toca o amanhã…
Quase alcança um outro dia…
Uma outra esperança…
Quase…








